Num momento em que se vive um ataque sem precedentes aos serviços públicos e às funções sociais do Estado, assiste-se igualmente a um progressivo aumento palpável das estratégias de repressão e criminalização de todas as formas de protesto e luta desenvolvidas pelo povo. O texto que se segue é um testemunho concreto desta realidade que se dissemina por todo o país, perante a resistência imposta pelas populações ao aprofundamento do processo de destruição das conquistas da Revolução de Abril.Francisco Dias Pereira
No passado dia 19 de Fevereiro, deu-se mais um ataque aos direitos de Abril. Na Escola Secundária de Santa Maria, em Sintra, 3 estudantes foram identificados e ameaçados de prisão por um agente da GNR local. A razão para isto foi a marcação de uma concentração em forma de protesto frente à mesma escola. Apesar das ameaças, os estudantes, numa enorme demonstração de coragem, saíram à rua no mesmo dia.


Ensaísta, professor, crítico literário e um dos grandes historiadores das letras portuguesas, Óscar Lopes morreu, dia 22 de Março, no Porto, aos 95 anos.
Morreu dia 21 de Março, em Beja, João Honrado, 84 anos, um dos presos políticos libertados com o 25 de Abril de 1974. Preso pela primeira vez em 1947, quando aderiu ao MUD Juvenil, voltaria às cadeias do fascismo – Aljube, Caxias, Peniche e Penitenciária de Lisboa – em 1962 e 1974, cumprindo um total de 12 anos de prisão.
«Quem vem para o Tarrafal vem para morrer!», dizia Manuel dos Reis, director do Campo de Concentração do Tarrafal, criado em 1936 na chamada «Colonia Penal» do Tarrafal, numa das piores zonas climáticas, a Achada Grande, na Ilha de Santiago, Cabo Verde.
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