Maria Eugénia de Bilnstein Sequeira Varela Gomes, Mãe Gena ou Mãe Coragem, como lhe chamavam os que lutaram por um Portugal livre e democrático, morreu ontem, 20 de Novembro, em Lisboa aos 90 anos.
O velório de Maria Eugénia Varela Gomes realiza-se hoje, 2ª feira, a partir das 14:30, na Basílica da Estrela. O funeral partirá às 10:00 de 3ª feira, 22 de Novembro, para cremação no cemitério do Alto de S. João.
Com uma história de vida exemplar, Maria Eugénia foi raptada e presa pela PIDE, em Janeiro de 1962, na sequência do assalto ao quartel de Beja, onde o seu marido, João Varela Gomes, participou, é mantida isolada desde 6 de Janeiro até meados de Abril.
Nos interrogatórios, foi submetida a prolongada tortura do sono e enfrentou com coragem os seus torturadores. Guardou para si um refrão que repetia em todas as circunstâncias, dizendo que não sabia de nada, mas estava solidária com tudo.


Por iniciativa da URAP, em parceria com o Museu do Aljube, realizou-se no passado dia 16 de Novembro uma mesa redonda, moderada por Ana Aranha e que teve a participação de três membros da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos (CNSPP): Levy Baptista, Manuela Bernardino e Frei Bento Domingues.
Por iniciativa da URAP, em parceria com o Museu do Aljube, realizou-se, no dia 11 de Novembro, uma sessão de apresentação do livro Vidas na Clandestinidade, da autoria da investigadora Cristina Nogueira.
A URAP, em parceria com o Museu do Aljube, organiza uma Mesa Redonda sobre a Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, de que a URAP é a herdeira.
Graças à luta dos democratas e antifascistas, entre os quais a URAP se inclui, o Forte de Peniche vai ser retirado da lista de 30 edifícios que o Governo vai concessionar a privados.
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