O núcleo de Aveiro da URAP vai comemorar os 100 anos do nascimento do antifascista Mário Castrim, professor, escritor, jornalista e crítico televisivo, que nasceu em Ílhavo a 31 de Julho de 1920, e morreu em Lisboa a 15 de Outubro de 2002.
Mário Castrim, pseudónimo de Manuel Nunes da Fonseca, foi o primeiro crítico de televisão em Portugal. Trabalhou no jornal Diário de Lisboa, até ao encerramento deste diário, após o que passou para o semanário Tal & Qual. Escreveu ainda regularmente no jornal Avante! , sobretudo sob a forma de colaboração poética.
Mário Castrim foi militante comunista e contribuiu, enquanto crítico de televisão, escritor e intelectual, para a formação democrática e humanista de muitas gerações. Deste modo, permanece como "referência histórica do género e exemplo a considerar por sucessivas gerações de críticos, mas também ficará na nossa memória como homem culto e lúcido, cidadão comprometido com o seu tempo e fiel às suas convicções", como na altura da sua morte sublinhou o Sindicato dos Jornalistas.
Escreveu livros infantis e juvenis: "Histórias com Juízo", "Estas são as Letras", "As Mil e Uma Noites", "A Moeda do Sol", a série "As aventuras da girafa Gira Gira", "O Cavalo do Lenço Amarelo é Perigoso", "A Caminho de Fátima", "O Caso da Rua Jau" e "Váril, o Herói"; peças de teatro: «Com os Fantasmas não se Brinca» e «Contar e Cardar». É também autor das obras "Televisão e Censura", "Histórias da Televisão Portuguesa" e dos livros de poesia: "Nome de Flor", "Viagens" e "Poemas do Avante!". Está representado em diversas antologias, nomeadamente, "Um Homem na Cidade", que reuniu crónicas de dez jornalistas do Diário de Lisboa.
O Núcleo de Aveiro da URAP tem programada uma sessão comemorativa do 100º aniversário do nascimento de Mário Castrim para o dia 21 de Novembro de 2020.


Virgínia Moura, que dedicou a sua vida à luta antifascista, presa política por 16 vezes, foi evocada pelo núcleo da URAP do Porto nos 105 anos do seu nascimento, em cerimónia realizada dia 25 de Julho na Rua do Heroísmo, ex-sede da PIDE naquela cidade, com a presença de cerca de 30 pessoas.
Luís Filipe Costa, jornalista, radialista, realizador de televisão, actor e encenador, morreu dia 21 de Julho, aos 84 anos. Na madrugada de 25 de Abril de 1974, a sua voz ecoou nos microfones do Rádio Clube Português: "Aqui, posto de comando do Movimento das Forças Armadas".
A URAP e a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) assinaram, dia 17 de Julho, em Peniche, um protocolo de cooperação que visa o desenvolvimento de um conjunto de acções, nomeadamente partilha de conteúdos, previstas no projecto de criação do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade.
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