Nikias Skapinakis, um dos nomes maiores da pintura portuguesa da segunda metade do século XX, antifascista desde a juventude, morreu dia 26 de Agosto, em Lisboa, aos 89 anos.
Combatente antifascista, este artista plástico foi militante do Movimento de Unidade Democrática (MUD Juvenil), candidato da Oposição Democrática, nas eleições para a Assembleia Nacional, nas décadas de 1950 e 1960 e foi preso pela PIDE em 1962 na cadeia do Aljube.
Em 1961, em representação da "Seara Nova", havia participado na elaboração de um documento comum da oposição, o "Programa para a Democratização da República".
Filho de pai grego e de mãe portuguesa, Nikias Skapinakis nasceu em Lisboa, em 1931. Começou por estudar Pintura e Desenho, nos cursos da Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA), seguindo-se o curso de Arquitectura, de que foi expulso, pelo regime, por motivos políticos.
Desde a década de 1940 dedicou-se quase exclusivamente à pintura. Expôs pela primeira vez em 1948, na SNBA, nas mostras colectivas dos jovens artistas. Fez trabalhos em litografia, serigrafia e ilustração.


A URAP lembra, dia 8 de Setembro, os 84 anos da “Revolta dos Marinheiros”, data maior de um dos primeiros actos de resistência ao salazarismo, que levou a uma violenta repressão por parte das forças de segurança, com a prisão dos marinheiros revoltosos e o envio de muitos deles para o Campo de Concentração do Tarrafal.
No dia 6 de Agosto de 1945, já depois de terminada a II Guerra Mundial, os Estados Unidos lançaram uma bomba atómica sobre a cidade japonesa de Hiroxima, provocando milhares de mortos e mutilados devido aos efeitos das radiações atómicas, que se fizeram sentir durante várias gerações.
A actriz e encenadora Fernanda Lapa, antifascista com participação em eventos da URAP, morreu hoje, dia 6 de Agosto, aos 77 anos, em Cascais, onde estava hospitalizada.
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