A cidade açoriana de Angra do Heroísmo conta agora com uma lápide que assinala a presença de presos políticos no Forte de S. João Baptista durante a ditadura fascista quer para ali cumprirem pena, quer em trânsito para o Campo de Concentração do Tarrafal.
A lápide, coberta com a bandeira da URAP, foi descerrada, dia 17 de Setembro, na parede de uma instalação camarária junto a um parque, na estrada que dá acesso ao Forte, pelo presidente da Câmara de Angra do Heroísmo e pela coordenadora da URAP.


"Foi por (...) um Mundo melhor, que os homens que hoje homenageamos, operários, marinheiros, intelectuais, ousaram levantar-se contra a ditadura fascista, pela liberdade", disse a coordenadora da URAP, dia 12 de Setembro, na romagem anual à sepultura dos antifascistas presos no Campo de Concentração do Tarrafal.
Com a presença do ministro da Defesa Nacional, do vice-chefe do Estado Maior do Exército, do presidente da Assembleia Municipal do Porto, do director da Direcção de História e Cultura Militar, do director do Museu Militar do Porto e da coordenadora da URAP decorreu, dia 1 de Setembro, no Museu Militar, a cerimónia da assinatura do Protocolo entre a URAP e o Exército Português visando a implementação do Projecto "Do Heroísmo à Firmeza – Percurso na memória da casa da Pide, no Porto (1934-1974)".
A URAP apela à participação de todos os democratas na romagem que vai realizar no Cemitério do Alto de S. João, em Lisboa, junto ao Mausoléu dos Tarrafalistas, dia 12 de Setembro, Sábado, pelas 11h.
O Museu Militar do Porto, situado na rua do Heroísmo, antiga sede da PIDE/DGS, vai contar com a identificação dos percursos e salas usadas pela instituição durante o fascismo, segundo um Protocolo que vai ser assinado na próxima terça-feira, 1 de Setembro, às 11:00, no Pavilhão de Armas, entre a URAP e a direcção do Museu.
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