O VI Encontro-Convívio promovido por ex-presos políticos, familiares, democratas e amigos, organizado pela URAP com a colaboração do Museu Nacional Resistência e Liberdade, decorrerá dia 29 de Outubro na Fortaleza de Peniche.
O convívio assinalará também a passagem dos 60 anos da proibição pelo regime fascista do poema Por teu livre pensamento, conhecido por Fado Abandono ou Fado de Peniche.
Em 2016, o Forte de Peniche encheu-se de democratas e antifascistas para exigir a reversão da decisão governamental de entrega daquele local a privados para fins hoteleiros, o que contribuiu para a criação do Museu Nacional Resistência e Liberdade.
Esse protesto levou a Assembleia da República e o Governo a reconhecerem a importância da Fortaleza de Peniche, onde funcionou entre 1934 e 1974 uma das mais sinistras cadeias do fascismo, enquanto espaço de resistência, memória e luta.


A URAP precisa de uma sede nova. Para que os sócios e amigos possam trabalhar, para que possam reunir-se, para que possam assistir a colóquios, eventos culturais ou artísticos.
O Auditório Beatriz Costa, em Mafra, encheu-se no sábado, dia 8 de Outubro, para uma sessão organizada pela URAP destinada a apresentar a lista dos 174 presos e perseguidos políticos, naturais ou residentes no concelho no período de 1926 a 1974.
O presidente da Câmara Municipal de Mafra, Hélder Sousa Silva, recebeu, dia 3 de Outubro, uma delegação da URAP a fim de o pôr a par das actividades da organização, manifestando por parte da autarquia a sua solidariedade com propósito da organização de preservação da memória democrática e antifascista.
Anabela Carlos, membro do Conselho Nacional da URAP, com trabalho no âmbito do Arquivo Histórico, morreu dia 2 de Outubro, no Montijo, após internamento hospitalar, aos 61 anos. O corpo da dirigente da URAP estará hoje a partir das 16:00 nas capelas de São Sebastião, no cemitério do Montijo, e o funeral realiza-se na manhã de terça-feira.
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