por Vítor Dias
Muito influenciados pelo rufar dos tambores da guerra, os últimos meses marcam na vida nacional um período onde avultam as manifestações de intolerância, de desrespeito por opiniões diferentes ou divergentes, de discriminação política e gritante sectarismo.
Trata-se de um fenómeno que ensombra e vicia o debate democrático, impede uma leal confrontação de atitudes e posições sobre graves problemas e acontecimentos, tendendo a uma radicalização e agressividade tanto mais emotivas quanto desprovidas de racionalidade e serenidade.
Com um universo mediático e seus comentadores, salvo honrosas mas caluniadas excepções, fazendo campanha militante por uma das partes que travam uma guerra trágica e indesejável, passou a ser um espectáculo quotidiano a deturpação, falsificação e caricatura de posições alheias, sempre repetidas apesar de claros desmentidos e inequívocos esclarecimentos.


José Pedro Soares, coordenador da URAP, apresentou na Casa da Cultura de Setúbal o livro "Os presos e as prisões políticas em Angra do Heroísmo", dia 1 de Julho, numa sessão na qual foram lidos excertos do livro e, pela primeira vez, a lista dos 645 ex-presos, nome a nome.
O livro "Os presos e as prisões em Angra do Heroísmo" foi apresentado na Biblioteca Municipal da Marinha Grande, numa sessão organizada pelo núcleo concelhio da URAP, dia 29 de Junho, com a participação de dezenas de associados e amigos.
António Rodrigues Canelas, antigo operário e mais tarde licenciado em História, ex-preso político e deputado constituinte do grupo parlamentar do PCP, morreu hoje aos 91 anos em Torres Novas.
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