A URAP apresentou durante a Festa do Avante, que decorreu nos dias 2, 3 e 4 de Setembro passado, dois livros editados pela organização, nomeadamente, a última publicação “Os Presos e as Prisões em Angra do Heroísmo”, e ainda “MJT e a luta dos jovens trabalhadores - Fios de Memória”.
“Os Presos e as Prisões em Angra do Heroísmo” foi apresentado nos dias 3 e 4 de Setembro, no pavilhão dos Açores por Carlos Mateus, do Conselho Directivo da URAP, e no Auditório da Festa do Livro, por José Pedro Soares, coordenador da URAP e ex-preso político.
A sessão de dia 3 foi dirigida por Marco Varela, membro do Comité Central do PCP, responsável pela Organização Regional dos Açores, e teve a presença de cerca de 40 pessoas. Joana Gonçalves, dos órgãos dirigentes da URAP, dirigiu a de dia 4, que contou com cerca de 70 participantes.
O livro “Os Presos e as Prisões em Angra do Heroísmo”, apresentado pela primeira vez, em Maio, em Angra do Heroísmo e em Ponta Delgada, desenvolve os aspectos mais significativos da história dos presídios da Fortaleza de São João Baptista e do Forte de São Sebastião (Castelinho), nos Açores, desde a sua construção no séc. XVII.


O Clube de Praças da Armada (CPA) e a Associação de Praças (AP) convidaram a URAP, representada por Carlos Mateus, do Conselho Directivo, para participar, dia 10 de Setembro, na cerimónia comemorativa do 86º Aniversário da Revolta dos Marinheiros de 8 de Setembro de 1936, do Dia Nacional da Praça das Forças Armadas e do 12º aniversário da inauguração do Monumento ao Marinheiro Insubmisso.
A Associação para a Recuperação da Memória Histórica da Estremadura (ARMHE), que mantem estreita colaboração com a URAP, assinalou uma vez mais o massacre de Badajoz pela Coluna da Morte, comandada pelo Tenente-Coronel Juan Yagüe, que se iniciou em 14 de Agosto de 1936 e fez cerca de 3.800 mortos.
O mundo atravessa actualmente um dos períodos mais perigosos desde o período final da Segunda Guerra Mundial quando, num acto desnecessário, os Estados Unidos da América (EUA) bombardearam, com armas nucleares, as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, a 6 e 9 de Setembro de 1945.
Dia 21 de Julho, a URAP e a Junta de Freguesia da Misericórdia, em Lisboa, fizeram a apresentação do livro "Elas estiveram nas prisões do fascismo", perante uma audiência de duas dezenas de pessoas. Luísa Rodrigues, do Pelouro da Cultura da Junta, apresentou a sessão. Seguiu-se uma intervenção de José Pedro Soares que falou sobre o livro e sobre a condição e as muitas lutas em que as mulheres participaram e apoiaram.
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