por Gustavo Carneiro, jornalista
No ano em que se assinala o 80.º aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial, importa combater a violenta ofensiva ideológica que também a propósito deste acontecimento se trava, numa batalha que é sobretudo acerca do presente e dos caminhos do futuro.
1. Loucura ou algo mais?
É vulgarmente aceite que Adolf Hitler e seus seguidores eram loucos e que a isto se devia toda a brutalidade do nazi-fascismo. Com esta tese pretende-se apagar o facto essencial da natureza do nazi-fascismo e da sua ligação a importantes sectores da indústria e da finança alemãs – e não só.
No complexo de campos de concentração de Auschwitz-Birkenau, por exemplo, tudo era financiado pelo Deutsche Bank. A IG Farben-Bayer, fornecedora do gás mortal Zyklon B, a IBM, a Metall Union, a Krupp, a Allianz, a Opel, a BMW ou a Volkswagen, entre outras, beneficiaram da mão-de-obra escrava cedida pelos campos de concentração: em 1943 haveria 12 milhões de trabalhadores escravizados na Alemanha.


Historiadores como Manuel Loff, Fernando Rosas e Luís Manuel Farinha são autores de textos recentes nos quais questionam a criação de um Centro Interpretativo do Estado Novo, no Vimieiro, na Escola Cantina Salazar, na sequência da assinatura de um Protocolo de colaboração entre a Câmara de Santa Comba Dão e a Associação Cultural Ephemera, dia 26 de Fevereiro passado.
por Joana Meirim, Professora do Ensino Superior, investigadora em Literatura e autora da obra «O essencial sobre as três Marias
A obra, dedicada à Conferência Internacional, que decorreu, dia 26 de Abril, na Escola Secundária de Camões, compila as intervenções das personalidades portuguesas e estrangeiras que a URAP convidou para a conferência, e que participaram igualmente num conjunto de outras celebrações destinadas a comemorar os 50 anos do 25 de Abril.
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