por Joana Meirim, Professora do Ensino Superior, investigadora em Literatura e autora da obra «O essencial sobre as três Marias
"– Prossigamos – dizemos – não é a fonte mais impura por estar longe, aí saciaremos a nossa sede. "
Maria Teresa Horta
"Bem sei que a revolta da mulher é a que leva à convulsão (...) nada fica de pé, nem relações de classe, nem de grupo, nem individuais."
Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa
Na «Terceira Carta IV», as três autoras das Novas Cartas Portuguesas, Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, anunciam novo tópico. Se até esta carta tinham seguido mais de perto o mote dado pelas Cartas Portuguesas de Mariana Alcoforado, convocam agora uma das questões centrais do seu projeto literário coletivo, a de escrever sobre a condição da mulher. Lemos nesta carta: »Chegou o momento em que nossa semente gerou, nossa espiral de entrepalavras se alargou, e de cada uma de nós se vem tornando menos o que fica fora, tudo sendo trazido e revisto em nossa assembleia de três; [...] Inevitavelmente, passámos de amor à história e à política [...].»


A obra, dedicada à Conferência Internacional, que decorreu, dia 26 de Abril, na Escola Secundária de Camões, compila as intervenções das personalidades portuguesas e estrangeiras que a URAP convidou para a conferência, e que participaram igualmente num conjunto de outras celebrações destinadas a comemorar os 50 anos do 25 de Abril.
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A Assembleia Geral (AG) da URAP reuniu-se dia 22 de Março na Casa do Alentejo, em Lisboa, com 194 associados, provenientes de 37 concelhos, para eleger os novos corpos sociais para o biénio 2025-27, discutir e aprovar o Relatório das Contas, o Balanço da Actividade e o Plano de Actividades, numa sessão presidida por Levy Baptista, presidente da AG.
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