por Jerónimo de Sousa, Deputado constituinte e ex-Secretário-Geral do PCP
O 25 de Abril de 1974 e a Constituição da República, aprovada em 2 de Abril de 1976, são inseparáveis. Ela é, na sua versão original, o retrato da Revolução. Por isso, desde o momento da sua construção e até aos nossos dias teve, tal como a Revolução, inimigos declarados que em sucessivas revisões a mutilaram e empobreceram, limitando o seu alcance e conteúdo progressista, mas também inimigos dissimulados, como se tornou evidente nas políticas governativas de mais de quatro décadas de política de direita, protagonizados por sucessivos governos.
Insidiosos adversários que nunca se conformaram com o seu projecto libertador e emancipador e com as grandes conquistas e realizações da Revolução que são a matriz fundacional da Constituição de Abril. Nunca se conformaram que nela ficasse inscrito um amplo conjunto de direitos políticos, económicos, sociais e culturais que fizeram dela uma das mais avançadas Constituições do mundo.


O
Em Mafra, no Largo Coronel Brito Gorjão, foi inaugurado na noite de 24 de Abril, o Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos do Concelho de Mafra (1926-1974) para assinalar a luta de 191 resistentes e combatentes pela democracia e pela liberdade do concelho, da autoria do escultor José Eduardo.
A cadeia de Caxias encerrou mais de 10 000 presos políticos entre 1936 e 1974, é o que relata mais um livro da URAP agora editado, apresentado dia 9 de Maio na Faculdade de Direito de Lisboa na presença do director, Eduardo Vera Cruz, o coordenador da organização, José Pedro Soares, e o Tenente Fuzileiro David Geraldes, que participou na libertação dos presos.
A mesa da Conferência Internacional promovida pela URAP "Democracia, paz e liberdade. Fascismo nunca mais", que decorreu no passao do dia 26 de Abril no Auditório da Escola Secundária de Camões, em Lisboa, foi constituída pelo coordenador da URAP, José Pedro Soares, por Ana Páscoa, do Conselho Nacional, pelos membros do Conselho Directivo César Roussado, Carlos Mateus, Teresa Lopes e Edgar Costa, por Eulália Miranda da Mesa da Assembleia Geral e por Ulrich Schneider, secretário-geral da Federação Internacional de Resistentes (FIR).
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