Em Mafra, no Largo Coronel Brito Gorjão, foi inaugurado na noite de 24 de Abril, o Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos do Concelho de Mafra (1926-1974) para assinalar a luta de 191 resistentes e combatentes pela democracia e pela liberdade do concelho, da autoria do escultor José Eduardo.
Simultaneamente, foi editado um livro, “Lutaram pela Liberdade! Uma história da Resistência à Ditadura Fascista no Concelho de Mafra (1926-1974)”, com uma App colocada no monumento, onde se pode obter a informação nele contida.
Foi mais uma forma de comemorar o 50º Aniversário da Revolução de 25 Abril, por iniciativa da Câmara Municipal de Mafra, em cooperação com a União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP).


A cadeia de Caxias encerrou mais de 10 000 presos políticos entre 1936 e 1974, é o que relata mais um livro da URAP agora editado, apresentado dia 9 de Maio na Faculdade de Direito de Lisboa na presença do director, Eduardo Vera Cruz, o coordenador da organização, José Pedro Soares, e o Tenente Fuzileiro David Geraldes, que participou na libertação dos presos.
A mesa da Conferência Internacional promovida pela URAP "Democracia, paz e liberdade. Fascismo nunca mais", que decorreu no passao do dia 26 de Abril no Auditório da Escola Secundária de Camões, em Lisboa, foi constituída pelo coordenador da URAP, José Pedro Soares, por Ana Páscoa, do Conselho Nacional, pelos membros do Conselho Directivo César Roussado, Carlos Mateus, Teresa Lopes e Edgar Costa, por Eulália Miranda da Mesa da Assembleia Geral e por Ulrich Schneider, secretário-geral da Federação Internacional de Resistentes (FIR).
O sonho tornou-se realidade: foi inaugurado o Museu Nacional Resistência e Liberdade, a 27 de Abril de 2024, 50 anos depois da saída dos últimos presos políticos daquela fortaleza sobre o mar, onde o regime fascista encarcerava, para cumprir pena, os homens condenados por lutar por um mundo melhor.
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