A União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) foi de novo surpreendida pelas notícias de um projeto que se esperava estar definitivamente enterrado. Custa a compreender que um presidente de Câmara de maioria PS e conhecidos investigadores de história contemporânea, conhecedores do que foi o fascismo e os seus crimes, retomem projeto tão contestado, tão repudiado por democratas e antifascistas e, uma vez mais desrespeitem, com retocados argumentos, sentimentos de todo um povo que tanto sofreu e lutou para se libertar da opressão e do terror.
Protagonistas e promotores podem de novo exibir percursos académicos, propósitos «científicos», motivos diversos para justificar o injustificável: aproveitar a antiga escola na terra do ditador fascista, símbolo de uma escola segregadora, e quererem impor a construção de um pseudo «Centro de Investigação» do Estado Novo, que contribuiria para branquear um regime criminoso e a figura sinistra do ditador nascido no Vimieiro.


Joaquim Judas, do Conselho Nacional da URAP,
Pela segunda vez na História, o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump inclui Cuba na lista norte-americana de Estado patrocinador do terrorismo.
por António Avelãs Nunes, Professor universitário e Secretário de Estado em governos provisórios (1974-75)
Entrevista a Domingos Abrantes, resistente antifascista desde os 17 anos, várias vezes preso, num total de 11 anos, e um dos participantes da fuga de Caxias em 1961. Foi membro do Comité Central do PCP de 1963 a 2016. Foi deputado à Assembleia da República pelo círculo de Setúbal de 1976 a 1991, e pelo círculo de Lisboa de 1991 a 1995. Em Dezembro de 2015, foi eleito para o Conselho de Estado pela Assembleia da República, tendo tomado posse como conselheiro de Estado em Janeiro de 2016, sob a presidência de Aníbal Cavaco Silva. Cessou funções em 2022.
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