A URAP, enquanto membro Federação Internacional de Resistentes (FIR), participou, dias 4 e 5 de Julho, em Belgrado, capital da República da Sérvia, no início das comemorações da proclamação do levantamento popular e da resistência contra a invasão nazi.
A delegação da URAP, composta pelo coordenador, José Pedro Soares, e Francisco Canelas, da direcção, interveio na conferência de dia 5 de Julho, expressando aos representantes dos resistentes e veteranos da Sérvia e dos restantes países dos Balcãs a admiração pelos exemplos de valentia e coragem dos seus povos na luta contra a ocupação, contra o fascismo e a opressão, e agora no combate aos novos fenómenos de intolerância, racismo, injustiças, pressões, populismos de direita, neofascismos e intromissões externas.
Relembrou ainda que, embora os exércitos de Hitler não tenham chegado ao limite da ocupação do nosso país, como nos outros citados, existia já na ocasião em Portugal uma feroz ditadura que prendia, torturava, semeava o medo e terror e mantinha guerras coloniais nas quais milhares de jovens morreram.



O Presidente da República agraciou, dia 6 de Julho, a título póstumo, o democrata e antifascista aveirense Mário Sacramento, com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, em cerimónia decorrida no Palácio de Belém.
A URAP, parceira do Museu Nacional Resistência e Liberdade, congratulou-se com a nomeação de Aida Rechena, ontem anunciada, para primeira directora do MNRL, situado na antiga cadeia do Forte de Peniche.
Lembrar a vida dos antifascistas para que a memória não se apague e para passar o testemunho às novas gerações é uma das finalidades da União de Resistentes Antifascistas Portugueses, que organizou uma sessão evocativa dos 70 anos do memorável comício de candidatura à Presidência da República do Prof. Ruy Luís Gomes.
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