Aristides de Sousa Mendes, antigo Cônsul-Geral de Portugal em Bordéus, recebe hoje, 19 de Outubro, em Lisboa, honras de Panteão Nacional, com o descerramento de uma placa simbólica numa das salas, em vez da transladação do corpo, a fim de ser respeitada a vontade do próprio, que desejava ficar junto da família na sua terra natal, Carregal do Sal, Viseu.
Numa cerimónia com início às 11:00, que contará com a presença do Presidente da República, do primeiro-ministro e do presidente da Assembleia da República, bem como de membros da família de Aristides de Sousa Mendes, Portugal vai prestar homenagem ao diplomata que concedeu milhares de vistos a judeus e outros refugiados, à revelia de Salazar, no início da II Guerra Mundial.
Marcelo Rebelo de Sousa e Eduardo Ferro Rodrigues farão os discursos evocativos e, no final da cerimónia, assinarão o Auto de Honras de Panteão Nacional. Haverá ainda uma actuação do coro do Teatro Nacional São Carlos e a passagem de um filme alusivo à figura de Sousa Mendes.
A placa simbólica ficará na Sala 2, onde se encontram sepultados o general Humberto Delgado, a poetisa Sophia de Mello Breyner, o escritor Aquilino Ribeiro e o futebolista Eusébio da Silva Ferreira. Será a primeira homenagem do género feita pelo Parlamento no Panteão.


O Salão Nobre da Casa do Alentejo encheu-se, dia 13 de Outubro, de activistas da URAP para discutirem a situação actual da organização e do país num ponto único da ordem de trabalhos, muito abrangente.
Em mil novecentos e quarenta e oito, ou seja em pleno período da ditadura fascista que assolou Portugal, a companhia do teatro Nacional Dona Maria II teve a coragem, e diga-se ousadia e risco, de trabalhar, ensaiar e estrear «A Casa de Bernarda Alba», de Federico Garcia Lorca. Esse texto/peça maior, enorme grito de liberdade, preâmbulo contra a opressão, castração do indivíduo, enclausuramento da vida, do sonho e do direito a pensar.
Os diferentes usos que os indivíduos e grupos fazem do passado são indiciadores da coexistência de memórias concorrentes, alvo de disputas e de conflitos, como de um campo político e cultural em constante reconstrução se tratasse. Nesse sentido, a consensualização da memória, mais do que um combate pelo futuro é antes uma espécie de pacificação sobre um tempo infrutífero e morto.
O auditório do Museu de Aveiro/Sta. Joana foi palco, dia 18 de Setembro, da apresentação do livro “Elas estiveram nas prisões do fascismo”, que teve como oradoras cinco mulheres antifascistas: Alcina Fernandes, Conceição Matos, Fernanda Simões, Manuela Silva e Zita Leal.
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