Conhecer “o massacre de Badajoz em 14 de agosto de 1936”, após a ocupação da cidade pelas tropas nacionalistas de Franco, a que se seguiu a liquidação de centenas de republicanos, anarquistas, socialistas e comunistas, foi o tema principal de uma viagem organizada pela URAP, nos dias 15 e 16 de Outubro, a Badajoz.
Na excursão, realizada sob o signo da Memória, Resistência e Luta, Convívio, Cultura e Lazer, participaram 34 ativistas da URAP, dos quais seis membros dos órgãos dirigentes.
Na manhã de dia 16 houve um encontro com José Manuel Corbacho, advogado e presidente da ARMHEX-Associação para a Recuperação da Memória Histórica da Extremadura, e Júlia Corbacho, diretora da Biblioteca Central da Extremadura e sua mulher.
A Associação luta pela divulgação da verdade dos factos ocorridos, pela justiça e pela reparação, ainda que simbólica, junto das famílias e pela recuperação e identificação das ossadas dos republicanos assassinados e enterrados em valas comuns.


Aristides de Sousa Mendes, antigo Cônsul-Geral de Portugal em Bordéus, recebe hoje, 19 de Outubro, em Lisboa, honras de Panteão Nacional, com o descerramento de uma placa simbólica numa das salas, em vez da transladação do corpo, a fim de ser respeitada a vontade do próprio, que desejava ficar junto da família na sua terra natal, Carregal do Sal, Viseu.
O Salão Nobre da Casa do Alentejo encheu-se, dia 13 de Outubro, de activistas da URAP para discutirem a situação actual da organização e do país num ponto único da ordem de trabalhos, muito abrangente.
Em mil novecentos e quarenta e oito, ou seja em pleno período da ditadura fascista que assolou Portugal, a companhia do teatro Nacional Dona Maria II teve a coragem, e diga-se ousadia e risco, de trabalhar, ensaiar e estrear «A Casa de Bernarda Alba», de Federico Garcia Lorca. Esse texto/peça maior, enorme grito de liberdade, preâmbulo contra a opressão, castração do indivíduo, enclausuramento da vida, do sonho e do direito a pensar.
Os diferentes usos que os indivíduos e grupos fazem do passado são indiciadores da coexistência de memórias concorrentes, alvo de disputas e de conflitos, como de um campo político e cultural em constante reconstrução se tratasse. Nesse sentido, a consensualização da memória, mais do que um combate pelo futuro é antes uma espécie de pacificação sobre um tempo infrutífero e morto. 
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