Por M. F.
Este poderia ser o título de um livro de histórias para crianças. Poder-se-ia até contar, com todo o rigor, que os que lá davam entrada eram os mais valentes, generosos, justos e dignos homens do reino. Mas não é uma história de crianças, ainda que quem hoje seja criança deva mais tarde lê-la, para não ignorar a História e saberem o que foi o fascismo em Portugal.
Esta é uma parte, uma pequeníssima parte desse período negro que durou 48 anos!
Os mais velhos, mesmo os que não participaram pelas razões mais diversas na luta contra o fascismo, ouviram com toda a certeza falar das prisões do Aljube, de Peniche ou de Caxias, e até do Tarrafal, como prisões para presos políticos, ou seja, para tudo o que "cheirasse" a comunismo (fossem comunistas - como a maioria era - ou não), para todos os que discordassem do regime em vigor.
Poucos conhecem, porém, as prisões de Angra do Heroísmo: o Castelo e o Castelinho, usadas enquanto o Campo de Concentração do Tarrafal (na ilha de Santiago, Cabo Verde), o célebre "campo da morte lenta", não fosse terminado.


Alunos e professores de três turmas de História do 12.º ano da Escola Secundária D. Diniz, em Lisboa, convidaram a URAP para um encontro, dia 08 de Janeiro, no qual foram abordados assuntos de politica nacional e internacional.
Forças políticas de extrema-direita, apologistas do ódio, do racismo e da xenofobia, e branqueadoras do fascismo, emergem em vários países do mundo como uma ameaça real à liberdade e à democracia.
O escultor João Cutileiro, que trabalhou o mármore com genialidade, autor do Monumento ao 25 de Abril, instalado no Parque Eduardo VII, em Lisboa, entre muitas outras obras, resistente antifascista desde os anos 50, morreu hoje em Lisboa aos 83 anos, vítima de problemas respiratórios.
Texto: João Manuel Neves
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