O Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20), da Universidade de Coimbra, anunciou em comunicado que vai abandonar o projecto "Rede de Centros de Interpretação e/ou Casas-Museu de História e Memória Política da Primeira República e do Estado Novo".
O CEIS argumenta que “com a saída da Câmara de Carregal do Sal (Centro de Interpretação do Antissemitismo e do Holocausto/Casa-Museu Aristides de Sousa Mendes), da alteração do nível de participação da Câmara de Tondela (Centro de Interpretação da Estância Sanatorial do Caramulo) e da "não concretização dos pressupostos epistemológicos e deontológicos inicialmente enunciados, tornou-se ainda mais difícil a nossa continuidade como parceiros do projecto".
A decisão tomada há ano e meio da constituição a nível nacional desta rede levantou uma onda de protestos no que concerne a criação de um Centro Interpretativo do Estado Novo em Santa Comba Dão, terra de origem de António de Oliveira Salazar.
A "falta de consenso entre os parceiros" foi uma das justificações para o CEI20 ter abandonado o projecto, mas a luta dos portugueses que defendem a democracia e lutam pela preservação da memória do que foi o fascismo foi fundamental para esta importante decisão.
Ex-presos políticos, muitos democratas e antifascistas e a URAP uniram-se para denunciar em abaixo assinados e petições, junto da Assembleia da República e noutras acções, a tentativa renovada da Câmara de Santa Comba Dão, homenagear Salazar e o regime fascista, desta vez instalando um museu na antiga escola cantina localizada em Vimieiro, que porta o nome do ditador.
A segunda tentativa de criação de um Museu Salazar, com este ou outro nome, parece ter sido inviabilizada. A URAP deseja que a Câmara de Santa Comba Dão não tente uma terceira. Se o fizer, os democratas e amantes da liberdade cá estarão para a combater.


Foi a 27 de Janeiro de 1945, há 76 anos, que o Exército Vermelho libertou os prisioneiros do Campo de Concentração de Auschwitz-Birkenau, localizado na Polónia, onde morreu um milhão de pessoas.
abral, o fundador do Partido Africano da Independência da Guine e Cabo Verde (PAIGC), “grande combatente pela independência africana”, eleito pela BBC, em 2020, como o segundo maior líder mundial de sempre, foi assassinado em 20 de Janeiro de 1973, em Conacri, em circunstâncias ainda hoje não totalmente claras, antes de ver as duas colónias portuguesas tornarem-se independentes.
A entrada em vigor do Estatuto Nacional do Trabalho, fascista, e a proibição dos sindicatos no início do ano de 1934, levantou uma onda de protesto dos trabalhadores e do movimento sindical que convocaram para 18 de Janeiro uma greve geral revolucionária, com o objectivo de derrubar o governo de Salazar.
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