A Universidade do Minho, na pessoa de Fernando Conde Monteiro, professor catedrático e orientar de mestrado na área da Criminalidade, convidou a URAP para dar um testemunho sobre as prisões politicas em Portugal durante o fascismo.
Deste modo, Maria José Ribeiro, da direcção da URAP, ex-presa-politica e responsável pelo núcleo do Porto, participou por videoconferência, dia 8 de Janeiro, numa aula de duas horas e meia na qual abordou temas como a natureza do regime fascista, a opressão, as várias lutas desencadeadas nesse tempo, entre as quais as dos estudantes, o clima prisional, a violência física e psicológica dos interrogatórios, os Tribunais Plenários, as pesadas penas infligidas, as medidas de segurança, o Tarrafal, a Comissão de Socorro aos Presos Políticos e Famílias.
A oradora, que deu ainda o testemunho pessoal sobre a origem das suas prisões, falou igualmente sobre a razão da existência e os objectivos da União de Resistentes Antifascistas Portugueses.
No final, houve uma animada conversa entre a oradora e os mestrandos, essencialmente jovens licenciados em Direito.


Por M. F.
Alunos e professores de três turmas de História do 12.º ano da Escola Secundária D. Diniz, em Lisboa, convidaram a URAP para um encontro, dia 08 de Janeiro, no qual foram abordados assuntos de politica nacional e internacional.
Forças políticas de extrema-direita, apologistas do ódio, do racismo e da xenofobia, e branqueadoras do fascismo, emergem em vários países do mundo como uma ameaça real à liberdade e à democracia.
O escultor João Cutileiro, que trabalhou o mármore com genialidade, autor do Monumento ao 25 de Abril, instalado no Parque Eduardo VII, em Lisboa, entre muitas outras obras, resistente antifascista desde os anos 50, morreu hoje em Lisboa aos 83 anos, vítima de problemas respiratórios.
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