A Vila Algarve, em Maputo (Moçambique), construída em 1934 para ser residência de um empresário português e que foi sede da PIDE nos anos 60/70 do século passado, vai ser Museu de Resistência contra o Colonialismo.
Segundo o ministro dos Combatentes de Moçambique, Carlos Jorge Siliya, já existe um projecto para transformar a Vila Algarve em museu muito proximamente, e o governo moçambicano já se reuniu com a Embaixada de Portugal a fim de concluir um memorando de cooperação nesse sentido.
“Queremos especialistas portugueses”, disse o ministro, sábado, em entrevista à RTP, acrescentando que “daqui a 50 anos a juventude não sabe o que foi o colonialismo, quanto custou a liberdade”.
A URAP congratula-se com a criação de um Museu da Resistência contra a Colonialismo na capital moçambicana, num local onde foram detidos e muitas vezes barbaramente torturados inúmeros resistentes portugueses e moçambicanos.


O Plenário da Assembleia da República discutiu, quinta-feira, dia 3 de Dezembro, a Petição n.º 81/XIV/1ª assinada por cerca de 11.000 democratas de diferentes sensibilidades, apresentada pela URAP, de repúdio contra a tentativa de criação, em Santa Comba Dão, do “Museu Salazar”, com esse ou outro nome.
O ensaísta, filósofo, crítico literário, professor e conselheiro de Estado Eduardo Lourenço morreu terça-feira, 1 de Dezembro, em Lisboa aos 97 anos. Nasceu a 23 de maio de 1923 em S. Pedro do Rio Seco, na Beira Alta.
“Outro País”, de Sérgio Tréfaut, encerrou, dia 25 de Novembro, no Fórum José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, o ciclo de cinema alusivo à resistência ao fascismo, organizado pelo núcleo da URAP do concelho da Moita em parceria com a União de Freguesias de Baixa da Banheira e Vale de Amoreira e a Câmara Municipal da Moita.
O Natal de 2020 vai ser um Natal singular devido à pandemia. Mas podemos ser solidários e ajudar a URAP. Nas horas infindáveis que passamos em casa, podemos ler. Ler transporta-nos para o mundo interior do livro, aumenta o conhecimento, agiliza o cérebro, exercita a memória, alarga o vocabulário e desenvolve o pensamento crítico. Ler um livro da resistência lembra-nos, ou ensina-nos, o que foram os tempos heróicos de luta que desaguaram no 25 de Abril de 1974 e na conquista da liberdade.
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