A URAP anuncia a sua mais recente publicação: o livro "Os Presos e as Prisões Políticas em Angra do Heroísmo", que terá o seu primeiro lançamento no dia 9 de Maio nesta cidade açoriana, perante as autoridades locais e uma importante delegação da URAP que se deslocará ao arquipélago.
Esta obra conta as histórias, a vida e o sofrimento de mais de 600 antifascistas, os quais, durante 10 longos anos (1933/1943), numa belíssima ilha do Arquipélago dos Açores, Terceira de seu nome, em Angra do Heroísmo, cidade de feitos libertários e Património Cultural, viveram tempos desumanos e cruéis nas prisões políticas da ilha: Fortaleza de São João Baptista e Castelo de São Sebastião (Castelinho) e, dentro das suas muralhas, em masmorras sórdidas onde a barbárie habitava: Poterna e Calejão.
Lemos este livro e interrogamo-nos: como foi possível? Que ódios, que medos ungiram o desumano terror que o fascismo de Salazar e Caetano, sob a mão persecutória e tentacular da PIDE, espalhou pelo País durante 48 anos. Perseguições, vilezas, torturas, suplícios, humilhações soezes, o pão negado a todos aqueles, homens e mulheres que de fronte levantada e com as frágeis armas das ideias justas, ousaram dizer NÃO! A morte às mãos dos algozes.


A URAP promove, todos os anos, sessões, conversas, exposições nas escolas do país com o objectivo de contactar com os jovens para lhes contar o que foi o tempo do fascismo, celebrar o 25 de Abril de 1974 e a construção da democracia.
A URAP organizou, dia 27 de Abril, no âmbito da Comemorações Populares da Revolução dos Cravos, duas cerimónias, em Caxias e Peniche, para evocar a libertação dos presos políticos daquelas cadeias, momento marcante do acto revolucionário do Movimento das Forças Armadas de 25 de Abril de 1974.
Em Lisboa, no Porto, em Vila Franca de Xira, na Moita, em Santarém, em Viseu, em Almada, e em tantos outros lugares, membros e amigos da URAP festejaram o 48º aniversário do 25 de Abril, fazendo exposições, convívios ou integrando-se nos desfiles oficiais das comemorações populares.
O coordenador da URAP, José Pedro Soares, apresentou na Biblioteca Municipal de Silves o livro “Elas estiveram nas prisões do fascismo”, a última publicação da União de Resistentes Antifascistas Portugueses, que homenageia as mulheres portuguesas presas no regime salazarista.
Inscreve-te e actualiza a tua quota