No Porto, um grande número de amigos da URAP, organização que integra a Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril do Porto, concentrou-se junto à antiga cadeia, no Largo Soares dos Reis, onde dois oradores falaram aos manifestantes, para em seguida descerem a Rua dos Aliados.
“Neste início do desfile, cabe à URAP, em frente ao edifício onde a polícia política prendeu, torturou e matou, a honrosa missão de evocar a resistência antifascista, homenageando todos aqueles que, sujeitos à mais brutal repressão, combateram o fascismo, e cuja abnegada coragem nos continua, e continuará sempre, a inspirar”, disse Mário Esteves dirigindo-se aos manifestantes.
Depois de evocar a acção militar dos capitães de Abril, o orador afirmou que estes “souberam interpretar o sentimento do seu povo”, e “abriram as portas ao levantamento popular que, transformando acção em revolução, consolidou o derrube do regime fascista e as conquistas da Liberdade e da Democracia”.
O dirigente da URAP assinalou igualmente a celebração dos 46 anos de existência da Constituição da República Portuguesa e referiu o momento actual “marcado pela guerra e pelo recrudescimento de forças fascizantes”.
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