Cadeia de Caxias, 10:00 horas, dia 4 de Dezembro de 1961. Ouve-se um grito: golo! E, em 64 segundos, oito militantes do Partido Comunista Português evadem-se do forte no automóvel blindado de Salazar.
Ao volante estava António Tereso, mecânico de automóveis, e que durante meses ganhou a confiança da PIDE para poder levar a cabo esta operação que devolveu à liberdade António Gervásio, Domingos Abrantes, Francisco Miguel, Guilherme Costa Carvalho, Ilídio Esteves, José Magro e Rolando Verdial.
Numa iniciativa da URAP, com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras, que evocou a fuga 60 anos depois, Domingos Abrantes, um dos oradores da cerimónia, fez a homenagem a António Tereso, "que se fez passar durante 19 meses" por “rachado”, com todo o desprezo que isso representou, considerando-o um herói da resistência antifascista.


O livro "Elas Estiveram nas Prisões do Fascismo", a última edição da URAP, foi apresentado por Vítor Dias, ex-preso político e membro do Conselho Nacional, dia 24 de Novembro, no Ateneu de Coimbra.
"A União de Resistentes Antifascistas Portugueses, como organização que congrega homens e mulheres que resistiram durante o fascismo, e outros mais jovens que lutam para que este não volte a Portugal, organizou esta sessão para celebrar o centenário do Partido Comunista Português, a força que exemplarmente se bateu, como nenhum outra, décadas seguidas, contra o regime fascista”, afirmou o coordenador da URAP no auditório da Escola Secundária de Camões, em Lisboa.
A URAP conduziu uma visita de um grupo de cerca de 30 pessoas, dia 17 de Outubro, promovida pela Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense, ao Museu Nacional Resistência e Liberdade, na Fortaleza de Peniche.
Francisco Lobo, resistente antifascista, ex-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, que pertenceu à direcção da URAP e foi director do Boletim, morreu dia 27 de Novembro, no Barreiro, de onde era natural, aos 90 anos.
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