Maria Lourença Calção Cabecinha, militante antifascista e ex-presa política, morreu dia 7 de Janeiro em Montemor-o-Novo aos 88 anos.
Nascida no Monte da Aldeia, S. Cristóvão, em 1933, era filha única de um casal de trabalhadores rurais. Foi o pai que lhe ensinou as primeiras letras, dada a ausência de escola naquela zona. Ela própria trabalhou no campo desde os 12 anos e só mais tarde, depois de ter estado presa, faria o exame da antiga 4ª classe.
Começou a viver com o militante comunista António Gervásio aos 18 anos, altura em que se tornou também funcionária desse partido, e o filho de ambos, que só viveria com os pais os primeiros três anos, foi aos 18 anos para França para fugir à guerra colonial.
Lourença Cabecinha esteve cinco anos e meio presa no Forte de Caxias, entre 1964 e 1969, tendo sido julgada apenas dez meses após a detenção. Tinha sido condenada a dois anos e dez meses de prisão maior com medidas de segurança.


Silvestre Lacerda é licenciado em História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e possui o curso de especialização em Ciências Documentais, opção Arquivo, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O director da Direcção-Geral dos Livros, Arquivos e Bibliotecas (DGLAB), desde 2015, é o responsável pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
Cambedo da Raia, aldeia raiana do concelho da Chaves, que integrou um corredor de salvamento de quem fugia da violenta repressão franquista na Galiza, foi homenageado dia 18 de Dezembro por um grupo de 42 portugueses representante da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas-UNL, do Museu do Aljube Resistência e Liberdade, do Coro da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, e de outras associações antifascistas, entre as quais a URAP.
A Sociedade 1°de Agosto Santairiense acolheu, dia 19 de Dezembro, a apresentação por Marília Villaverde Cabral do livro “Elas Estiveram nas Prisões do Fascismo”, numa sessão organizada pelo núcleo da URAP de Santa Iria de Azóia, com a presença de cerca de 40 pessoas.

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