A URAP tem uma nova sede. Inaugurada em Aveiro, dia 22 de Maio, sinal do crescente reforço da organização e ferramenta essencial para o seu trabalho, teve a presença de Vítor Dias, do Conselho Nacional, e dos elementos do núcleo da cidade dos canais e dos moliceiros.
No mesmo dia, foi comemorado o 45º aniversário da URAP, no Jardim Infante D. Pedro, numa sessão/espectáculo apresentada por António Morais, do núcleo de Aveiro, onde esteve o vereador do Ambiente da Câmara Municipal, João Machado, em representação do presidente, e o presidente da União de Freguesias da Glória e Vera-Cruz, Fernando Marques.
Vítor Dias fez um breve historial da URAP e referiu a utilidade e necessidade de organizações como esta, defensoras da democracia e da liberdade, e esclarecedoras da história passada, para que o retrocesso não volte.


No âmbito da rubrica "Testemunhos", a URAP vai publicar em três fascículos (nos sábados 22 e 29 de Maio e 5 de Junho) a história da prisão de Luísa Vaz Oliveira, em Abril de 1970, estudante do 3º ano de Económicas no ISCEF, de Lisboa, e condenada a 21 meses de prisão pelo seu envolvimento no movimento estudantil antifascista. Luísa Vaz Oliveira, então com 22 anos, conta a tortura do sono que sofreu na sede da PIDE, na António Maria Cardoso, o isolamento em Caxias, os interrogatórios, a doença que padeceu na prisão, os fortes laços que estabeleceu com outras presas, o julgamento no Tribunal da Boa Hora. Um relato na primeira pessoa, para que a memória não se apague.
A URAP saúda com enorme satisfação a aprovação pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) , dia 19 de Maio, por unanimidade, da criação de um memorial aos presos e perseguidos políticos durante o período da ditadura, no Largo da Boa Hora.
A URAP realiza nos próximos dias 3 e 4 de Junho uma visita ao Porto, onde os participantes poderão visitar, entre outras coisas, a antiga sede da PIDE, hoje Museu Militar, onde funciona o projecto “Do Heroísmo à Firmeza”, cuja primeira pedra foi lançada em 2015.
Uma placa em homenagem aos 349 combatentes portugueses presos durante a II Guerra Mundial no Campo de Concentração de Gurs, França, começou a ser instalada no Memorial do campo, dia 7 de Maio, numa iniciativa do Comité francês de homenagem a Aristides de Sousa Mendes.
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