Representantes dos Núcleos da URAP do Barreiro e da Moita, da União dos Sindicatos de Setúbal e ainda o antigo preso político de Caxias e Peniche Faustino Reis organizaram um Acto Público Antifascista no Largo 3 de Maio, no Alto do Seixalinho, Barreiro, de evocação da luta e da repressão de 3 de Maio de 1970.
No dia 3 de Maio passado, na presença de cerca de cem pessoas, algumas das quais participantes na jornada de 1970, lembrou-se a prisão dos antifascistas Alfredo Matos e Álvaro Monteiro, do Barreiro; Leonel Coelho e Staline Rodrigues, da Moita; e Zacarias Fernandes, Fernando Tavares, Carlos Lopes e António Chora, de Setúbal no dia seguinte à manifestação do 1º de Maio de 1970.
Para celebrar o Dia do Trabalhador, pela Liberdade e Democracia, contra a Guerra Colonial e pela melhoria das condições de vida, mais de 6 000 pessoas do Barreiro e do concelho da Moita desfilaram nas ruas do Barreiro e foram reprimidas violentamente pela GNR. A população defendeu-se e houve confrontos junto ao cemitério do Lavradio.


Na biblioteca da Escola Marquesa de Alorna, em Lisboa, crianças de nove anos, com um cravo na mão, declamaram poesia de vanguarda e cantaram “Grândola Vila Morena”, a canção emblemática de Zeca Afonso, para celebrar Abril.
A Associação de Estudantes da Faculdade de Belas Artes do Porto organizou, dia 26, por videoconferência uma conversa sobre a Revolução de Abril, para a qual convidou Maria José Ribeiro da União de Resistentes Antifascistas Portugueses, o Almirante Martins Guerreiro da Associação 25 de Abril, e o Comandante Marques Pinto da Associação Conquistas da Revolução.
No dia 1 do mês de Maio de 1936, Peniche acordou com inúmeras bandeiras vermelhas que flutuavam ao vento nos edifícios dos Correios e Telégrafos, na Capitania do Porto, no Posto da Alfândega, na Central Eléctrica, nas obras de construção do molhe oeste, e numa árvore próxima da Escola Velha.
O Núcleo de Almada da URAP encontrou-se, dia 24 de Abril, com crianças do "Estuário Colectivo" constituído por um grupo de moradores da Rua António Nobre, em Cacilhas, para falar sobre a Revolução de Abril e da liberdade e contar experiências de vida durante a ditadura fascista.
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