No âmbito da rubrica "Testemunhos", a URAP vai publicar em três fascículos (nos sábados 22 e 29 de Maio e 5 de Junho) a história da prisão de Luísa Vaz Oliveira, em Abril de 1970, estudante do 3º ano de Económicas no ISCEF, de Lisboa, e condenada a 21 meses de prisão pelo seu envolvimento no movimento estudantil antifascista. Luísa Vaz Oliveira, então com 22 anos, conta a tortura do sono que sofreu na sede da PIDE, na António Maria Cardoso, o isolamento em Caxias, os interrogatórios, a doença que padeceu na prisão, os fortes laços que estabeleceu com outras presas, o julgamento no Tribunal da Boa Hora. Um relato na primeira pessoa, para que a memória não se apague.
"No dia 10 de Abril de 2016, pela manhã, olhei para o calendário e exclamei: «Faz hoje 46 anos que fui presa pela PIDE-DGS!»
De facto, pelas 8h00 do dia 10 de Abril de 1970, tocaram, com força, duas vezes seguidas, à porta de casa dos meus Pais, ao Areeiro. À abertura da porta não sei por quem mostraram o cartão e subiram rapidamente as escadas para o 1º andar e dirigiram-se ao quarto do meu irmão. Apercebi-‑me imediatamente do que se estava a passar e ainda consegui esconder uns “Avantes”2 clandestinos no cesto da roupa suja da casa de banho ao lado do quarto do meu irmão."


A URAP saúda com enorme satisfação a aprovação pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) , dia 19 de Maio, por unanimidade, da criação de um memorial aos presos e perseguidos políticos durante o período da ditadura, no Largo da Boa Hora.
A URAP realiza nos próximos dias 3 e 4 de Junho uma visita ao Porto, onde os participantes poderão visitar, entre outras coisas, a antiga sede da PIDE, hoje Museu Militar, onde funciona o projecto “Do Heroísmo à Firmeza”, cuja primeira pedra foi lançada em 2015.
Uma placa em homenagem aos 349 combatentes portugueses presos durante a II Guerra Mundial no Campo de Concentração de Gurs, França, começou a ser instalada no Memorial do campo, dia 7 de Maio, numa iniciativa do Comité francês de homenagem a Aristides de Sousa Mendes.
A URAP lamenta a morte, dia 16 de Maio, vítima de Covid-19, do capitão de Abril Diniz de Almeida, nascido em Lisboa a 7 de Julho de 1944. O seu corpo estará na Basílica da Estrela, na tarde da próxima terça-feira, dia 18, realizando-se o funeral na manhã do dia seguinte para o cemitério do Alto de S. João.
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