O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, retirou a autorização de cedência do Teatro Rivoli para um concerto promovido pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) marcado para domingo, 27 de Março, por ser “promovido sob a égide de um partido político que tem vindo a branquear o hediondo ataque da Rússia”.
O Concerto pela Paz, este ano sob o mote "Parar a guerra! Dar uma oportunidade à Paz!", tem-se realizado anualmente naquele teatro com o apoio da CMP, e a sala tinha sido pedida pela vereadora da CDU e presidente do CPPC, Ilda Figueiredo, antes da invasão russa na Ucrânia.
A gravidade desta decisão no Portugal de hoje, assente numa justificação antidemocrática e contra o espírito de Abril, leva a União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) - organização que integra democratas portugueses que se destacaram na luta contra a ditadura, agora alargada a todos quantos desenvolvem a sua acção na defesa dos ideais do 25 de Abril e da democracia, membro da Federação Internacional de Resistentes (FIR) - a lavrar o seu mais veemente protesto.
Segundo a imprensa, fonte próxima do presidente da Autarquia afirmou que a Câmara do Porto decidiu não apoiar a iniciativa "perante a posição ´anti-Nato` do PCP na guerra na Ucrânia" e por vir de uma “organização comunista e de apoio ao inimigo invasor da Ucrânia”.


Condenar a guerra e exigir a paz foi o mote de todas as intervenções dos participantes da sessão organizada pela União dos Sindicatos de Braga (USB), com a participação da URAP, dia 23 de Março, em Braga.
O livro “Elas estiveram nas prisões do fascismo” foi apresentado durante o mês de Março por dirigentes da URAP na Biblioteca Municipal Ary dos Santos, em Sacavém, no Palácio Landal em colaboração com a Sociedade Recreativa Operária, em Santarém, e no Ginásio Atlético Clube, da Baixa da Banheira.
O núcleo da URAP de Santa Iria da Azoia promoveu, dia 20 de Março, uma deslocação de um grupo de 30 pessoas ao Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, para assistir à peça “Além da Dor” baseada num texto do britânico Alexander Zeldin, traduzido por Margarida Vale de Gato, com encenação de Rodrigo Francisco.
Uma delegação da Asociación para la Recuperación de la Memoria Histórica de Extremadura (ARMHEX), composta pelo presidente, José Manuel Corvacho, Júlia Corvacho, Moisés Cayetano Rosado e Rosa Maria Rosado, esteve em Lisboa, a convite da URAP, dia 18 de Março, para uma troca de opiniões, informações e experiências, visando o desenvolvimento de uma colaboração entre as duas organizações.
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