O livro “Elas estiveram nas prisões do fascismo” foi apresentado durante o mês de Março por dirigentes da URAP na Biblioteca Municipal Ary dos Santos, em Sacavém, no Palácio Landal em colaboração com a Sociedade Recreativa Operária, em Santarém, e no Ginásio Atlético Clube, da Baixa da Banheira.
A sessão de Sacavém, dia 11 de Março, que contou com a colaboração da Câmara Municipal de Loures, foi presidida por Maria Rijo, coordenadora da Biblioteca Ary dos Santos, e coube a Marília Villaverde Cabral, vice-presidente da Assembleia Geral da URAP, fazer um resumo do livro.
A cerimónia intercalou a apresentação do livro com leituras do mesmo e momentos culturais. Foram declamados os poemas “Repressão”, de Alda Espírito Santo; “Quando vieres”, de Eugénia Cunhal; “Queixa das almas jovens censuradas”, de Natália Correia, este último projectado e cantado por José Mário Branco.
Colélia Maria Alves Fernandes, uma mulher de Sacavém, que passou muitos anos nas cadeias do fascismo, cuja história o livro relata, foi lembrada durante o evento, ao mesmo tempo que foram projectadas imagens do processo.


O núcleo da URAP de Santa Iria da Azoia promoveu, dia 20 de Março, uma deslocação de um grupo de 30 pessoas ao Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, para assistir à peça “Além da Dor” baseada num texto do britânico Alexander Zeldin, traduzido por Margarida Vale de Gato, com encenação de Rodrigo Francisco.
Uma delegação da Asociación para la Recuperación de la Memoria Histórica de Extremadura (ARMHEX), composta pelo presidente, José Manuel Corvacho, Júlia Corvacho, Moisés Cayetano Rosado e Rosa Maria Rosado, esteve em Lisboa, a convite da URAP, dia 18 de Março, para uma troca de opiniões, informações e experiências, visando o desenvolvimento de uma colaboração entre as duas organizações.
Jorge Silva Melo, 73 anos, antifascista e figura maior da cultura portuguesa, encenador, actor, dramaturgo, cineasta, tradutor, crítico, professor, morreu na noite de 14 de Março, em Lisboa, vítima de cancro.
A Europa e o mundo estão confrontados, em pleno século XXI, com uma guerra no leste europeu. No dia 24 de Fevereiro, as tropas russas invadiram a Ucrânia. Perante isto, a União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) apela à imediata cessação das operações militares e a adoção de uma solução negociada para o conflito, de acordo com o Direito Internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas.
Inscreve-te e actualiza a tua quota